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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O ID, O EGO E O SUPEREGO




Segundo Sigmund Freud:
Não há nenhuma descontinuidade na vida mental do ser humano. O mesmo afirma que nada acontece por acaso, principalmente os processos mentais. Há uma causa para cada pensamento, para cada memória revivida, para cada ação.
Toda a ação que envolve o ser humano no que tange a sua personalidade é determinada por uma seqüência de fatos “conscientes” ou “inconscientes” que os sucederam. Portanto, deu-se início a uma série de pesquisas para explicar o “eu”, os elos ocultos que ligavam uma pessoa à sua personalidade, um evento consciente a outro.
Segundo seus estudos, o consciente é somente uma pequena parte da mente, incluindo tudo que está ciente num dado momento.
No inconsciente estão elementos não instintivos não acessíveis a consciência, os quais influenciam no comportamento humano de forma indireta. Há uma vivacidade e imediatismo por parte do inconsciente. Para Freud, a maior parte do consciente é inconsciente e partindo desta premissa, ele criou a “estrutura da personalidade” ou “aparelho psíquico” O aparelho psíquico se forma totalmente a partir da concepção do ser humano, possuindo registros minêmicos (energia psíquica, choque, susto, alegria, tristeza). E o dividiu em três básicos estruturais da psique: O Id, o Ego e o Superego.
O Id contém tudo que é herdado, tudo que se acha presente no nascimento e na constituição da vida, acima de tudo os instintos que se manifestam na vida os quais se denominam Organização Somática e encontram expressão psíquica sob formas que nos são desconhecidas. O id é a estrutura da personalidade original, básica e central do ser humano.
Parte do aparelho psíquico está em contato com a realidade externa o qual se denomina O Ego. À medida que a pessoa vai tomando consciência da sua própria identidade, vai se formando o ego. A pessoa vai aprendendo a conviver com as exigências do aparelho psíquico. Ela estabelece uma conexão entre a percepção sensorial e a ação muscular, ou seja, comanda o movimento voluntário.
Quanto à estrutura do Superego, desenvolve-se a partir do Ego. Atua como juiz ou sensor das atividades e pensamentos do Ego. É o depósito dos códigos morais e intelectuais do indivíduo, conduta e dos parâmetros que constituem as inibições da personalidade. A formação de ideais do Superego está ligada à seu próprio desenvolvimento.

Conclusão:

Com estes estudos, Sigmund Freud quer nos mostrar o quanto é difícil compreender a pessoa humana em diferentes culturas da sociedade e etapas da sua vida e o quanto a pessoa humana é vulnerável a diversas situações que o sistema social lhe impõe sobre toda a sua vida. O autor da frase “no mundo nada se cria, tudo se transforma”, está nos alertando também que o homem faz parte desta transformação e que a sua personalidade independe de sua vontade. Que ele, como tudo que o rodeia, está em constante transformação e que o ser humano deve viver aprendendo a conhecer-se mais, conforme nos diz o famoso pensador Sócrates que nos diz: “Conheça a ti mesmo”. Este conhecimento deve ser pragmático e coerente, o indivíduo deve conhecer-se de forma a tentar sempre mudar as suas fundamentais transformações sempre de forma a satisfazer-se a si e a sociedade ao seu redor.
É importante salientar que após estes estudos, sejamos mais profundos na avaliação de nossos irmãos quando estes nos procuram para auxiliá-los. Nós acabamos por compreender melhor os nossos irmãos e principalmente a conviver com as indiferenças que os envolvem e muitas vezes em nós mesmos. Temos a obrigação como cristãos, compreender isto, não só pela fé que nos leva a caridade, mas, pela simples compreensão do homem e do dom maior de Deus, a vida.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

MARIA, MÃE DE DEUS?




Gn.3,14-15- “Então o Senhor Deus disse a cobra:-__Por causa do que você fez você será castigada. Entre todos os animais só você receberá esta maldição:de hoje em diante você vai andar se arrastando pelo chão e vai comer o pó da terra. Eu farei com que você e a mulher sejam inimigas uma da outra, e assim também serão inimigas a sua descendência e a descendência dela. Esta esmagará a sua cabeça, e você picará o calcanhar da descendência dela”.

Para falar de Maria a Mãe de Deus, não é necessário pesquisar muito sobre o teor da verdade que está contida na Bíblia Sagrada. O que eu escrevo aqui, é puramente pela fé que me move e que está em mim e de toda as maravilhas que eu tenho lido a respeito de Maria.
Para entendermos melhor, eu fiz questão de destacar um trecho do evangelho neste pequeno diálogo; especificamente do livro do Gênesis que quer dizer: “Criação”. Portanto, eis aí o grande instante da criação sendo narrado no evangelho, profetizando antes de tudo a inimizade entre a Mulher e a serpente. Como disse no início deste pequeno diálogo, é a fé que está em mim que me move a acreditar o que Espírito diz ao meu coração e talvez ao seu coração caro leitor, que a pessoa de Maria é um fato exímio.
Não quero colocar polêmicas relativas à crenças subalternas de outrem e nem tenho portanto a intenção de ser interpretado como um intolerante religioso, mas o que foi escrito no Evangelho é obra do Espírito Santo e como é a fé que me move a acreditar que o que está escrito Nele é palavra de Deus e Nele não deve ser omitido nenhuma letra e nenhum til, levo-me a crer que esta palavra é verdadeira e que Maria é verdadeiramente a cheia de Graça, a Mãe de Deus.

Is.7,14 “Pois o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a *jovem que está grávida dará a luz um filho e porá nele o nome de Emanuel”.*

A palavra hebraica aqui traduzida por “jovem” não é o termo especial para “virgem”, porém se refere a uma jovem com idade para se casar, seja virgem ou não. O uso da palavra “virgem” em Mateus1.23; vêm de uma tradução grega do Antigo Testamento, feita uns quinhentos anos depois do profeta Isaías. Emanuel em hebraico quer dizer: “Deus está conosco”.
Se Deus está conosco através de Maria, logo acredito que Deus está com Maria e portanto, estando Deus com Maria o Espírito de Deus encontra-se também com ela:

Mt.1,20 – “Enquanto José estava pensando nisso, um anjo do Senhor apareceu a ele num sonho e disse:___José, descendente de Davi, não tenha medo de receber Maria como sua esposa, pois ela está grávida pelo Espírito Santo”.

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima trindade e estando com Maria, este ilumina todo o seu ser, a luz do Deus que cria todas as coisas se faz presente eternamente porque é graça recebida e graça é sobretudo bênção eterna, nunca se extingue.

Jo.8,12 – “De novo Jesus começou a falar com eles e disse:___Eu sou a luz do mundo; quem me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida.”

Lc.1,46-55 – “Então Maria disse: A minha alma anuncia a grandeza do Senhor. O meu espírito está alegre por causa de Deus, o meu salvador. Pois ele lembrou de mim, sua humilde serva! De agora em diante todos vão me chamar de mulher abençoada, porque o Deus Poderoso fez grandes coisas por mim. O seu nome é santo, e ele mostra a bondade a todos os que o temem em todas as gerações. Deus levanta a sua mão poderosa e derrota os orgulhosos e com todos os planos deles. Derruba dos seus tronos reis poderosos e põe os humildes em altas posições. Dá fartura aos que têm fome e manda os ricos embora com as mãos vazias. Ele cumpriu as promessas que fez aos nossos antepassados e ajudou o povo de Israel, seu servo. Lembrou de mostrar a sua bondade a Abraão e a todos os seus descendentes, para sempre.”


Pois bem, quanto a Jesus Cristo, é Ele o Senhor. Quem afirma a sua procedência é ele mesmo:

Jo.14,8-9 - Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta. Respondeu Jesus: Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai...KenósisDefinição:
(Do gr. = esvaziamento). No NT, emprega-se para significar como o Verbo divino, na Encarnação, aceitou os condicionamentos duma natureza humana ferida pelo pecado, ainda por cima provada até à morte de cruz.

Portanto, se Jesus se coloca como a revelação do Pai, Maria é portanto a Mãe de Deus e pela graça de sua condição divina está destituída do pecado:


Rm.20.- Sobreveio a lei para que abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça.

Gostaria de citar outros textos do Evangelho de Jesus Cristo em que o mesmo fala a respeito de João Batista:

Mt.11,11- Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele.

Lc. 1,39-44- Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.

Se portanto Maria Isabel, Mãe de João Batista, saudou Maria como a Mãe de Deus e João Batista com toda a sua grandiosidade estremeceu de alegria no ventre da Mãe, quanto mais a nós é permitido saudar Maria como a mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e crermos de todo o coração nos dogmas proclamados pela Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja de Jesus Cristo.